História das Universidades e seus pensadores

História das Universidades e seus pensadores


As universidades, de modo especial a universidade de Paris, iriam assumir um papel de liderança nos debates que se iniciavam. Por mais de dois séculos Paris tinha sido o centro intelectual da Europa, e o esforço das outras universidades, principalmente da de Oxford, para igualá-Ia não tinha conseguido destroná-Ia. Em meados do século catorze houve uma mudança. A grande guerra entre a Inglaterra e a França tinha interrompido a ligação entre Oxford e Paris, e trinta anos mais tarde o cisma privou Paris dos universitários de outras regiões. 
A universidade reduziu-se a uma instituição quase exclusivamente francesa, embora contasse entre seus alunos todos os líderes eclesiásticos e grande parte dos juristas da França. A diminuição de sua influência e o sentimento de perda de prestígio serviram-lhe de estímulo, e a universidade entrou em um período de emulação intelectual, representada por uma sucessão de homens célebres. 
O primeiro foi Comado de Gelnhausen (1380), que em sua Epístola Concordiae pedia a reunião de um concílio geral, baseado no princípio que a Igreja universal é superior ao Papa e aos cardeais, e que "o que a todos se refere, por todos deve ser tratado". À lei que atribuía unicamente ao Papa o direito de convocar o concílio, Comado, seguidor de Ocam, opunha o princípio de que a necessidade não conhece leis, e que o cisma era um caso não previsto pelos legisladores do direito canônico. 
Depois de Conrado aparece Henrique de Langenstein com sua Epistola Pacis (1381) em que defende o direito que tem a Igreja de desembaraçar-se de um Papa mal escolhido ou prejudi­cial. Os dois encabeçaram uma grande falange de tratadistas. Na geração seguinte seriam substituídos por Pedro d'AilIy e João Gérson, mas em seu tempo sua influência foi pequena. 


Soli Deo Gloria

Nenhum comentário:

Postar um comentário